Comunidade Evangélica Rocha Viva

Ministério de Intercessão

Auto-Avaliação de sua habilidade relacionda ao ministério da Intercessão.

Creio que todos nós queremos fazer um bom trabalho como intercessores, mas existem vários fatores que impedem um bom trabalho e um dos principais é não atendermos os requisitos relacionados à função de sacerdote e profeta.

As vezes começamos bem o trabalho mas aos poucos vamos saindo dos trilhos, mas nesta manhã, Deus quer nos trazer de volta.

Na auto-avaliação abaixo, você deve identificar quanta experiência tem nos diferentes passos ou aspectos nesse tipo de ministério. É óbvio que esse ministério de oração é mais profundo do que uma simples oração. Esse ministério é estendido para alguém que não vê respostas à sua situação, a alguém que esta preocupado ou perturbado e precisa de um encontro com Deus.

1. Antes de interceder por alguém necessitado, consagro-me a Deus, entregando-me, para que Ele direcione o período de intercessão.

2. Antes de interceder, ouço bem a necessidade da pessoa, entendendo tanto os sentimentos dela como os fatos relacionados ao assunto.

3. Antes de interceder, faço boas perguntas que ajudam a pessoa a expressar-se, às vezes descobrindo aspectos do problema que ela nem havia pensado.

4. Ouço a voz de Deus ao adentrar num período de silêncio, assim permitindo que Deus fale em relação ao assunto abordado.

5. Intercedo com base no que Deus tem falado, orando segundo a vontade de Deus.

6. Expresso o que entendo da direção ou caráter de Deus para a pessoa pela qual estou orando, segundo o que Deus me indicar. Faço perguntas, explico alguma coisa ou faço algum pedido a ela.

7. Confirmo se houve um encontro divino, perguntando para a pessoa pela qual orei se houve mudança ou alguma forma pela qual Deus a ministrou.

8. Indico alguns passos práticos para a pessoa dar seqüência a nosso tempo de oração e evitar no mesmo problema ou cair nele de novo.

9. Acompanho a pessoa por uns dias ou semanas, verificando se ela continua na bênção ou direção recebidas na oração.

Obs.: Começa a ficar claro que esse ministério de oração requer tempo.

A maioria não terá respondido que tem muita experiência nos itens acima porque esse tipo de ministração é mais desenvolvido por pessoas chamadas e treinadas no campo da intercessão e/ou cura interior.

Podemos aprender bastante estudando as orações de grandes heróis da fé, como por exemplo DANIEL (Dn 2:1-23). Podemos ver neste texto o processo de ouvir a pessoa necessitada, ouvir a Deus, de pedir a Deus e de voltar a falar com a pessoa necessitada.

Nesse processo de intercessão, podemos extrair seis passos que tem dado bom fruto no ministério da oração. Geralmente, fazemos pelo menos alguns desses passos inconscientemente. Ao mesmo tempo, por não conhecer os passos, muitas vezes pulamos um ou outro e acabamos não ministrando bem. Esses seis passos são:

1. Orações de consagração, entrando na presença de Deus.

2. Entrevistar, ouvindo a pessoa necessitada.

3. Ouvir Deus.

4. A ministração propriamente dita, representando Deus diante da pessoa.

5. Entrevistar novamente, ouvindo a pessoa necessitada.

6. Dar acompanhamento.

A - ORAÇÕES DE CONSAGRAÇÃO (Entrando na presença de Deus)

Precisamos chegar ao ponto de poder ouvir a perspectiva de Deus, e não só orar segundo a nossa perspectiva. Oswald Chambers expressa o problema desta forma:

“Tomemos cuidado para que, em nossa ânsia de fazer a vontade de Deus, não nos antecipemos a Ele. Corremos à frente dEle em mil e uma atividades, e conseqüentemente ficamos tão sobrecarregados com pessoas e problemas, que não adoramos a Deus e não intercedemos. Se os pesos e pressões da vida desabarem sobre nos e não estivermos em atitude de adoração, isso produzirá não só dureza para com Deus, como desespero de alma. Deus esta sempre promovendo o nosso encontro com quem não temos nenhuma afinidade e, a menos que o estejamos adorando, a nossa reação mais comum é tratá-las friamente, citar-lhes um versículo como se estivéssemos dando-lhes uma facada, ou “pregar-lhes um sermão” e nos retirarmos. O cristão insensível deve entristecer profundamente o coração do Senhor.”

Nessas orações de consagração nos identificamos principalmente com Deus, sem interceder pelos problemas da pessoa ferida.

Nesse momento inicial, não nos interessa tanto os problemas da pessoa quanto dar uma parada e retornar nossa posição em Cristo.

Precisamos lembrar que não importa quão terrível seja a situação. Deus esta no trono. Ele está no controle. Ele não se perdeu nem esta cochilando. Temos que lembra que " Deus nos ressuscitou com Cristo e com ele nos fez assentar nos lugares celestiais em Cristo Jesus" (Ef. 2:6). Precisamos posicionar-nos na presença real de nosso Pai, antes de interceder junto a Ele.

Havendo entrado na presença de Deus, sentido que Ele esta conosco, estamos pontos para o segundo passo: ouvir a pessoa ferida.

B - ENTREVISTAR, OUVINDO A PESSOA NECESSITADA

Quase todas as igrejas tem o costume de orar pelos necessitados. Aleluia! Precisamos fazer isso. Ao mesmo tempo, a forma pela qual oramos pelos necessitados muitas vezes não muda nada, porque oramos sem saber quais são as necessidades das pessoas pelas quais estamos orando! Em alguns casos, pede-se às pessoas que simplesmente levantem a mão se querem oração. Em outros casos, pede-se para virem à frente para receber a oração, muitas vezes convidados pelo pregador. Isso tem seu lugar. Mas se essas pessoas não tiverem a oportunidade de compartilhar seus problemas com alguém que ore baseado nisso, não devemos nos surpreender se esses problemas persistirem e as pessoas continuarem precisando de oração.

Na entrevista, o papel principal do intercessor é fazer perguntas e ouvir. Muitas vezes, uma grande parte do ministério da equipe se cumpre nesse passo e no relatório escrito. A oportunidade de expressar a dor ou a ansiedade pode, em si, ministrar tremendamente à pessoa necessitada.

O intercessor deve estar orando para que Deus lhe dê uma sensibilidade especial para ouvir mais do que as palavras da pessoa necessitada. Precisamos ouvir o espírito da pessoa. O que ela verdadeiramente deseja? Precisamos ouvir o coração da pessoa. O que ela sente? O que está em seu coração? E precisamos procurar entender a raiz do problema. Às vezes, a pessoa necessitada compartilha um problema que esta enfrentando, mas não se pergunta por que esse problema surgiu.

C - OUVIR A DEUS

O terceiro passo, ouvir Deus, talvez seja o mais ignorado dos seis. Muitas pessoas acham que a oração é só falar com Deus. O falar tem seu lugar. Falamos com Deus no primeiro passo de consagração e como parte do quarto passo de ministração. Mas se não ouvimos Deus, ficamos perdidos em nossas próprias palavras. Nossas palavras não adiantam muito, se não estão em concordância com o que Deus está falando (1 João 5:14,15). Esse passo pode incluir um cântico de louvor e vários minutos de silêncio. Não começamos a orar até que sentimos que Deus nos esta dando uma direção de como orar.

Abrimos nossas mentes para ouvir qualquer pensamento que Deus possa nos dar. E a transição possível entre ouvir a Deus e a ministração pode ser perguntar à pessoa o que ela esta sentindo.

João 5:19 é o versículo chave quanto a ouvir de Deus. Jesus lhes deu esta resposta: "Eu lhes digo verdadeiramente que o Filho não pode fazer nada de si mesmo; só pode fazer o que vê o Pai fazer, porque o que o Pai faz o filho também faz."

Se Jesus só fazia o que Ele via o Pai fazer, quanto mais nós temos que depender do Pai! Ele falava o que Pai revelava a Ele. ( João 12:49,50).

Como podemos crescer em nossa habilidade de ouvir a Deus?

Tendo ouvido a Deus, estamos prontos para o quarto passo.

D - A MINISTRAÇÃO: (REPRESENTANDO DEUS DIANTE DA PESSOA).

O quarto passo é falar com a pessoa quanto ao que Deus esta dizendo para nós.

Às vezes, Deus indica que devemos pedir algo da pessoa, como, por exemplo:

  1. Alguma informação que pode nos ajudar a orar de uma forma mais adequada;
  2. Uma oração de confissão quanto à responsabilidade da pessoa na situação;
  3. A perspectiva dela para saber se confirma o que estamos ouvindo de Deus.

Depois que ouvimos a pessoa nesses casos, geralmente continuamos com nossa oração.

Havendo ministrado a pessoa passamos para o quinto passo.

E – ENTREVISTA NOVAMENTE, OUVINDO A PESSOA NECESSITADA.

O quinto passo é entrevistar novamente a pessoa. Neste passo perguntamos a ela se alguma coisa espiritual aconteceu em função das nossas orações. Pode ser que ela tenha sentido o poder do Espírito, pode ser que tenha sido curada (se o problema foi físico), talvez tenha sentido um grande alívio ou grande amor, ou então, que agora tenha confiança sobre o que fazer, ou confiança que Deus está no controle. Pode haver muitas respostas. Mas é importante para a pessoa e para a equipe saber se houve alguma ação espiritual. Se a pessoa não sentiu nada nem esta olhando o problema sob uma nova perspectiva, talvez devamos voltar à oração ou repetição de alguns dos passos acima.

F – DAR ACOMPANHAMENTO

O sexto e ultimo passo é dar acompanhamento, muitas vezes Deus está pedindo mudanças profundas na vida da pessoa, neste caso o intercessor deve dar seguimento nas orações, mas muitas vezes dependerá de alguém com mais experiência no ministério de aconselhamento.

A minha oração é que Deus o ajude crescer neste ministério dando os passos ensinados nesta apostila; Amém.

Pastor Jonadabe

 
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